sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
TÁBUA RASA .....?!
FAZER TÁBUA RASA
Mais uma vez os pacotes de café, que já vão na terceira emissão de frases do quotidiano, me fazem reflectir
sobre expressões repetidas no dia a dia sem, no entanto, nos darmos conta do seu significado.
Dizia o invólucro: Origem da expressão " tábua rasa." - Os romanos, seguidores do filósofo grego Aristóteles, diziam que a alma sem experiência era como uma tábua rasa(a tábua rasa era uma pequena tábua de cera que não tinha nada escrito ou desenhado.) "
O que li fez-me pensar que, apesar dos muitos percalços, não senti que a minha alma da fosse uma tábua em branco, pelo contrário, são tantas as recordações de lugares, afectos, sentimentos, experiências, esperanças e também desalentos que esta imagem, a preto e branco, de vazio, não existe em mim e poucos terão essa imagem de si mesmos. Só mesmo de pequenos pormenores da vida podemos fazer tábua rasa e, mesmo esses, deixam vestígios que servem para aprendermos. Recordei pedaços importantes que coloriram o meu percurso e o enriqueceram.
O que li fez-me pensar que, apesar dos muitos percalços, não senti que a minha alma da fosse uma tábua em branco, pelo contrário, são tantas as recordações de lugares, afectos, sentimentos, experiências, esperanças e também desalentos que esta imagem, a preto e branco, de vazio, não existe em mim e poucos terão essa imagem de si mesmos. Só mesmo de pequenos pormenores da vida podemos fazer tábua rasa e, mesmo esses, deixam vestígios que servem para aprendermos. Recordei pedaços importantes que coloriram o meu percurso e o enriqueceram.
Viagens inesquecíveis, férias, lugares de lazer calmos e belíssimos.
Livros de juventude agora relidos .... ( que a crise é grande !!!)
Filmes antigos mas que deixavam marca
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| Gata em telhado de zinco quente |
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Recordações de algumas das muitas terras onde vivi..........
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| Mar, praia e brincadeira |
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| Longe do país natal mas perto de casa |
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| África sempre |
| Açores também |
E Lisboa no fim do percurso
Músicas que fizeram parte de acontecimentos históricos :
The Wall
terça-feira, 27 de março de 2012
A teia
A teia
Estava sentada a ler quando reparei numa teia que se tinha formado bem perto de mim, tão perto que parecia renda ,e dei comigo a parar o olhar e a meditar no sentido tão vasto e abrangente de uma palavra tão pequena mas com tantos significados diferentes: teia de ilusões, de afectos e de desenganos, teia famíliar mas também de opiniões falsas, de preconceitos num circulo que faz parte da nossa vida! Podem ser teias aconchegante mas igualmente podem transformar-se em qualquer coisa que nos sufoca, asfixia e nos faz mal.
Parada a olhar para a aranha que, sem se importar com a minha presença ou atenção, continuava pacientemente a construir o seu circulo, compareia- a com as inúmeras teias que, ao longo da vida, nós fabricamos e,com as outras em que nos envolvemos, nem sempre com a clarividência suficiente para nos apercebermos como é complicado sairmos delas.
Temos aquelas teias que nos suspendem e aguentam no ar quando parece que o chão vai cair debaixo dos nossos pés e não temos nada a que nos agarrar. São teias quentinhas, fortes que nos servem de cama e conforto nas horas difíceis, uma teia de sorrisos, de palavras, de olhares que transmitem encorajamento, afeição. Todas elas fazem parte do circulo que tecemos com a nossa família e amigos e aqueles, que não sendo uma coisa nem outra, deixaram um rasto indelével no nosso caminho. São teias refrescantes, alicerces de um quotidiano, amparo e pilar da nossa existência escoras ,e protecção das nossas fragilidades.
As outras que nos enredaram e manipularam, ao longo da vida, que nos fizeram tomar decisões contrárias aquelas que gostaríamos, que condicionaram o nosso modo de estar e de ser, são um teste à nossa capacidade de as romper ou alargar de maneira a podermos respirar no meio desses fios que nos enredam.
O que faz uma simples e inofensiva teia de aranha que, calhou estar instalada no mesmo espaço que eu, brilhando, na sua transparência, num fim de tarde primaveril, enquanto lia e ouvia a risada dos meus netos. Foram poucos minutos de reflexão sobre ela mas aquele diálogo mudo serenou-me. A teia que construí é bastante resistente, tem alguns pontos fracos mas é como tudo na vida. É preciso saber evitá-los para não cair e continuar, com cautela, a tecer os poucos fios que já me faltam tentando não deixar fios soltos mas construindo os novos com a esperança que sejam de boa qualidade ! É isso! A qualidade dos fios é que é essencial e, para o conseguir, tenho que utlizar uma das principais "máximas" da minha vida. Tenho que fazer economia de alma (até aqui já chegou a crise)! E, do fundo do coração agradeço à aranha o que me ensinou,com o seu trabalho lento e meticuloso!
O que faz uma simples e inofensiva teia de aranha que, calhou estar instalada no mesmo espaço que eu, brilhando, na sua transparência, num fim de tarde primaveril, enquanto lia e ouvia a risada dos meus netos. Foram poucos minutos de reflexão sobre ela mas aquele diálogo mudo serenou-me. A teia que construí é bastante resistente, tem alguns pontos fracos mas é como tudo na vida. É preciso saber evitá-los para não cair e continuar, com cautela, a tecer os poucos fios que já me faltam tentando não deixar fios soltos mas construindo os novos com a esperança que sejam de boa qualidade ! É isso! A qualidade dos fios é que é essencial e, para o conseguir, tenho que utlizar uma das principais "máximas" da minha vida. Tenho que fazer economia de alma (até aqui já chegou a crise)! E, do fundo do coração agradeço à aranha o que me ensinou,com o seu trabalho lento e meticuloso!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Downton Abbey - uma série de eleição
Vale a pena ver
O mundo paralelo dos criados da casa e dos patrões é um dos mais interessantes. Assistimos a um quotidiano cheio de regras e de rituais e a uma lenta transformação de mentalidades,. Numa altura em que ter estatuto também se media pelo número de criados de uma casa, as grandes mansões chegavam a ter quarenta criados internos, em Downton são delicadamente caracterizados os principais.
Personagens de uma vida difícil e dedicada a servir os outros
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| Principais criados da série |
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| O mordomo |
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| A "pecadora despedida" |
Não que a vida para os criados não era inteiramente má. Tinham um relativo conforto, vestiam-se decentemente, tinham lugar onde dormir todas as noites, comiam bem, o que nessa altura era muito importante. mas a sua situação podia tornar-se precária e vulnerável por vários motivos, desde o interesse excessivo do patrão até qao poderem ser acusados de quase tudo tornando-se os bodes expiatórios perfeitos.O despedimento sobretudo para as mulheres era uma calamidade pois perdiam tudo : emprego,subsistência abrigo e atá perspectivas quanto ao futuro, situações que a série nos oferece permitindo sentir o quão era frágil a sua situação em tais casos.
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| A fiel, dedicada Ana |
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| O mundo da cozinheira.... |
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| A cozinheira, a ajudante de cozinha e o que parte para a guerra........ |
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| Ambiciosos e intriguistas |
Uma simples refeição para 10 pessoas podia obrigar ao uso e lavagem de, por exemplo, 400 pratos
copos,ou talheres.Assistimos às cenas em que Daisy, a criada mais jovem da casa e todos os outros se atarefam a acender a lareira,engraxar sapatos,limpar dúzias de candeeiros, prepararem os pequenos almoços antes de os patrões acordarem. É um movimento incessante, silencioso e árduo para que os que dormem tenham tudo preparado mal abram os olhos. À sua espera terão os respectivos criados para os ajudarem a vestir e pentear . Em casas sem canalizações a água para as abluções matinais era carregada escada acima em recipientes e depois de usada era retirada e transportada noutros recipientes diferentes escada abaixo. Era um trabalho pesado e difícil e que quando se tratava de banhos se tornava hercúleo.
Limpar mobílias, polir mesas, limpar as inúmeras habitações da casa, cortinados, pratas, espelhos, mármores, vidros,fazer camas, despejos (levados por uma escada diferente para não se cruzarem com aqueles a quem estes tinham pertencido) cozinhar, servir refeições, lavar a loiça,(algumas panelas chegavam a pesar quase 30 quilos) cozinhar, lavar e marcar roupa, engomá-la , trabalho complicado porque os ferros aqueciam depressa e tinham que ser usados rapidamente e depois trocados por outros acabados de aquecer, não esquecendo que eram utensílios pesados e era preciso pressioná-los com força para a roupa ficar perfeitamente passada. Tudo tinha que ser regularmente polido e limpo.
Algumas vezes, na série, aparece retratada a exaustiva tarefa de limpar e polir facas e garfos que tinham que se manter brilhantes. Eram lavados, polidos, esfregados com um produto caseiramente preparado, como muitos outros, e ainda antes de guardadas as facas, para não enferrujarem eram untadas com gordura de borrego e embrulhadas em papel pardo. Para serem usadas tinham que ser novamente lavadas.!......
E é este mundo duro na sua realidade mas tratado de forma sensível e humana que nos fascina nesta série que tão bem retrata os dramas pessoais de cada um e a vivência naquele mundo escondido dos grandes salões, mas que palpita e é a base de tudo o que se passa no outro lado desta mansão que ainda tem tanto para descobrir.
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| O mordomo a governanta e a criada de quarto |
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Chico Buarque
Canções
As canções de Chico Buarque têm sempre uma musicalidade a que não conseguimos ficar indiferentes. Estas são só duas da sua parceria com Milton do Nascimento
As canções de Chico Buarque têm sempre uma musicalidade a que não conseguimos ficar indiferentes. Estas são só duas da sua parceria com Milton do Nascimento
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O chá
Os efeitos do chá

Sou natural de uma terra produtora de chá : o famoso chá Gorreana, produzido pela mais antiga fábrica de chá da Europa, de 1883, situada em S. Miguel- Açores, no concelho da Ribeira Grande. Os métodos utilizados ainda são os antigos e é um deleite para os olhos e para os sentidos uma visita a este pequeno paraíso um pouco "retro".
Verde, preto, vermelho, todos são ali produzidos e podem ser provados " in loco". Para além do sabor há a maravilha da paisagem!
A vida levou-me para outras terras mas o chá foi sempre "atrás" de mim. Na família bebia-se depois das refeições para fazer bem as digestões, o de poejo era muito popular ou não fosse Alentejo....mais tarde, em Lourenço Marques, era o tempo dos chás dançantes, dos chás associados ao jogo da canasta, o chá que se ia tomar com as mães às casas das amigas enfim, agora é que percebo a quantidade desta bebida que ingeríamos. Contava-se que uma conhecida senhora do nosso meio tinha sido alvo de uma certa rudeza da parte de uma amiga e que mandou entregar a casa dessa mesma amiga uma garrafa de chá....... Foi um acontecimento comentado na altura pela "bofetada de luva branca" que foi desferida. Claro que isto foi há séculos atrás. Fez efeito?! Não sei, mas pergunto-me o que aconteceu ao chá de hoje em dia que, por mais que se tome, e a verdade é que está novamente muito na moda, deve estar adulterado porque hoje sim não faz efeito! Como D. Catarina de Bragança se deve sentir ofendida por saber que essa bebida que levou de Portugal para a corte de Inglaterra , onde é um símbolo quase nacional , se tornou num remédio para emagrecer, para a obstipação, para a depressão, para tudo menos para a boa-educação ! "Ó tempore ó mores", gritariam os romanos que eram um pouco rudes porque não tomavam chá (esses ao menos ainda tinham desculpa). Para todos, incluindo para mim, recomendo pois o nosso chá insular, tradicional e que, pelo que me apercebo, quando vou à minha terra, ainda tem as propriedades de antigamente.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O 112 da alma
Quando se chega a uma idade "respeitável" o conceito de amizade já está bem definido em cada um de nós e é difícil modificá-lo ou adaptá-lo. À medida que envelhecemos tendemos a privilegiar aqueles que juntos connosco passaram pedaços de vida, que são lembrados com uma sintonia que nos faz bem ao coração, ou outros que, embora surgindo recentemente, tenham algo com que nos sentimos identificados. Para haver amizade é necessário haver "lastro", laços que unam, confiança, liberdade de sermos o que somos e deixarmos o outro ser que é, mas a base tem que ser sólida e construída em alicerces fortes. Não se é amigo de alguém sem mais nem menos, toda uma cadeia de pontos em comum tem que ser construída. Ser amigo requer afinidades. A amizade tem que ser testada com o tempo, que nos permite saber se ela conseguirá enfrentar com solidez as tempestades e as desilusões caso contrário, trata-se somente de um conhecimento, talvez por isso, os verdadeiros amigos sejam poucos e os conhecidos muitos. Aceitar o outro nem sempre é fácil, mas exigir-lhe que nos aceite tal como somos é também difícil e um pouco egoísta. Amizade não cobra imposto, não impõe vontade, serve para amparar, para estar presente quando é necessário. A verdadeira amizade é o 112 da alma !
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