Páginas

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Outono quente

 Outubro e Outono
OUTONO quente traz o diabo no ventre

(ISTO DIZ O DITADO MAS ESPEREMOS QUE NÃO SEJA VERDADE)


terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Inveja


Um dos aspectos mais marcantes e funestos da condição humana é a inveja. Já no teatro diversos autores se servem dela para desencadear dramas e enredos que tornaram as suas peças intemporais. Shakespeare, Molière inventaram personagens que bebem nesta "pequena característica" o vigor das suas personagens! Segundo a Wikipédia, que  consultei, Inveja ou invídia é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exactamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser) ou  de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem". Pois foi o que uma pequena viagem, paga pelo bolso de cada um dos seus participantes, gerou na cabeça de um ilustre desconhecido que se indignou por haver pessoas da terceira idade que ainda podem pagar  um passeio turístico. Emails chegaram aos responsáveis pela sua organização que, apesar de não terem pago um cêntimo para a mesma, resolveram cancelar a hipótese de, a custo zero para eles, se poder realizar,  uma vez por ano, uma modesta saída  do país a um grupo de pessoas que só queriam  viajar inseridos num grupo no qual estão todos integrados e com quem convivem no seu dia a dia .Uma pessoa conseguiu fazer mal a 30 e a bem da "moralidade " (sic).
Isto passou-se há um mês mas só agora me apeteceu dar largas há indignação. São estados de alma! Para destino da próxima viagem sugiro a Torre de Belém . Somos todos de Lisboa, é barato, podemos ir na Carris, comer numa tasquinha à beira rio e, de certeza, ninguém se sentirá com inveja de tão prosaico passeio. Um bem haja à inveja .  

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

ALEGORIAS


                          


        

  


É só uma gota que cai sobre outra que a  espera. É, ou parece, cristralina, límpida, colorida, alegre na antecipação do encontro com as outras que a antecederam. Veio do nada?! Lágrima não é concerteza. Transmite sim esperança, travessura e vontade de fazer parte de um todo que se constrói.



Noutro espaço outras seguem-lhe a direcção, cada uma adaptando-se a uma forma, que em si não possuem.Todas diferentes brincando vão fazendo parte de um elemento comum no qual se integram naturalmente. Há beleza e serenidade nestas imagens que nos acalmam e estimulam.





Quando juntas  são uma fonte de vida e a sua grandeza enche-nos a  alma de imensidão, de futuro,vida e quietitude. Juntas alimentam Natureza, corpos e almas.






Mas se se enfurecem lançam-se no desconhecido e transformam-se numa força à qual é dificil resistir. De doces e dóceis passam a furiosas  e demolidoras.





Não somos nós também assim'? Sinto-me mais em sintonia com estas últimas cada vez que ouço notícias..... e tenho que enfrentar os cortes na Saúde, na Educação e na Justiça, pilares fundamentais de uma sociedade em que todos deveríamos ter a esperança de que que, pelo menos, os que vêm depois de nós venham a ter direito a um futuro mais justo  em que valha a pena investir e se possa regressar à pureza de uma simples gota de água.Tenho tantas saudades do tempo em que era gota de água !!!!!




sexta-feira, 7 de outubro de 2011

AVENTURAS POR CONTA DE OUTRÉM

         EU NÃO PLANEEI NADA DISTO
A vida nem sempre é como a planeámos sobretudo quando alguém muito perto de nós tem uma índole aventureira e intrépida. Claro que não sou eu, que gosto do meu "canto", do meu espaço e do meu silêncio. Não planeei gerar alguém  com as características acima mencionadas ....mas a sina que me calhou foi esta! Tive viagens em que andei a ver exposições de flores, canais da cidade, espreitei a vida dos vizinhos.....


        Vendo exposições de flores

Observando a vida dos outros



Olhando a cidade   




Noutros casos as viagens têm sido deslumbrantes mas já me podiam ter causado algum ataque cardíaco.Aqui estávamos perdidas, sem transporte, numa longínqua  e desconhecida aldeia no meio de nenhures, sem perceber patavina do que os seus habitantes diziam . Vá lá que apareceu um que arranhava o inglês. Partimos num velho jeep que se foi enchendo de passageiros de estrada que aproveitaram  a boleia inesperada e se foram "ajeitando" até quase não haver espaço para respirar!...

 

A poucos segundos de me atirar no vazio,vencida mas não convencida, esperava, orando, não cair desamparada no meio do lago.  Entretanto alguém se divertia à minha custa!  Não correu mal mas o susto foi grande e a minha teimosia também. 





No fim valeu a pena apesar dos sustos. O pior é que talvez esteja outra destas aventuras a ser preparada e não sei o que lá vem. E sabem de quem é a culpa?! Segundo a minha filha é minha, só que ainda não percebi porquê. Nunca planeei a minha vida desta forma, limitei-me a ter uma filha! 



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

É fartar vilanagem

É fartar vilanagem



 
Frase conhecida e utilizada, já esta semana, por um conhecido comentador político da nossa televisão referindo-se  aos acontecimentos na nossa "Pérola do Oceano". É uma expressão a que acho particularmente graça e se bem que nos pacotes de café com que comecei a explorar este género de frases feitas, ela não viesse mencionada,  está muito actual e que tem uma enorme abrangência disso ninguém duvida.
De onde apareceu? É  uma frase que tem por base a História.
Cavaleiro vilão, na Idade Média, eram pequenos proprietários   obrigados a ir à guerra (fossado) a cavalo. Eram homens livres, pertencentes aos homens bons -dos concelhos, com representação nas Cortes nobres mas não pertenciam ao grupo social dos nobres. Gozavam de alguns privilégios uns variáveis e outros fixos, como o de estar dispensado de pagar a jugada ( imposto pago ao rei em vinho trigo etc.),e o seu juramento tinha valor de prova em julgamento.
 Pensa-se que foi na Batalha de Alfarrobeira ( junto ao ribeiro do mesmo nome,  em Alverca) que surgiu o episódio que deu origem a esta expressão.  Aqui, no século XV,  defrontaram-se o infante D. Pedro, irmão de D. João I, tio de D. Afonso V e anterior regente do reino e o sobrinho, o então príncipe ( D. Afonso V). Junto a D. Pedro combatia um fiel amigo e companheiro de longa data  D. Álvaro Vaz de Almeida, conde de Avranches. Este, antes de perecer, no limite das suas forças terá gritado  em tom desafiador ( presume-se), perante o número de inimigos que o atacavam e aos quais já não conseguia resistir :" Ora fartar  rapazes,  vingar  vilanagem". O termo vilanagem teria sido usado de forma depreciativa já que esses vilãos não eram combatentes nobres.Morreu à mãos dos que o atacavam, ele e D. Pedro, vencendo a facção palaciana de D. Afonso V , mas a frase do conde ficou para a História e é tão actual que apetece gritar a muita gente do nosso tempo a sua adaptação : " É fartar rapazes, vingar vilanagem" que outros pagarão! 


Batalha de Alfarrobeira

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Molière dixit

Pensamento do dia.


A virtude é o primeiro título de nobreza; eu não presto tanta atenção ao nome desta ou daquela pessoa mas antes aos seus actos.

domingo, 18 de setembro de 2011

Regresso

Regressei de férias com os olhos cheios do mar da minha ilha, os ouvidos descansados de tão pouca televisão que vi e ouvi, com saudades do que por cá deixei e dos que lá ficaram.
 Regressar também significa entrar no mundo do dia a dia com os nossos hábitos, inúmeras coisas para fazer, retomar o papel de avós presentes e mergulhar novamente num quotidiano nem sempre apetecível mas apaziguador como são todos os rituais que construímos ao longo da nossa vida.  Dei por mim a pensar que há dois anos que não sinto aquele recomeço do voltar à escolas, das inúmeras reuniões em que preparávamos a "matéria" e planificávamos  as aulas a dar, a ansiedade por saber os novos horários e as turmas que nos íam " calhar", enfim lembranças que se tornam mais vivas mas mais longínquas à medida que nos afastamos delas.
Também de regresso às notícias houve uma  que me tocou,de alguma forma, pelo insólito que representa para nós  ocidentais. Uma mulher no Paquistão,pertencente à religião cristã, está condenada à morte por ter bebido água de um poço que pertencia a muçulmanas. Tornou aquela água impura e foram as outras companheiras do árduo trabalho de apanhar mirtilos, debaixo de um calor insane, que a acusaram por blasfémia. Que mundo! Fala-se  de violadores, de agressores físicos de mulheres e crianças , de desvio de dinheiro,... grandes desvios de dinheiro, políticos corruptos e de moralidade duvidosa e... nada, continua tudo cantando e rindo sem nada lhes acontecer e, no entanto, uma mulher está presa há cerca de dois anos, aguardando o enforcamento, por ter bebido água de um poço pertencente a uma religião diferente da sua.  
Apetece-me regressar  para o meu cantinho e só voltar quando o mundo estiver melhor, ou seja seria, sem dúvida, uma viagem sem REGRESSO!   Mas esta mulher, como muitas outra merecem que se pense e fale nelas para não adormecermos em cima do que já conquistámos.



Asia BIbi


A família